OFICINA DE MONTAGEM

Uma reflexão sobre a montagem/edição como um gesto de criação através de um exercício prático. O exercício investiga como diferentes combinações de um mesmo material bruto transformam a percepção de uma obra e podem revelar sentidos não necessariamente previstos na filmagem. Um chamado de atenção para a dimensão subjetiva da montagem e para a liberdade de quem monta diante do material, que poderá produzir leituras diferentes a partir de suas escolhas.

Carga horária: 12h (em três encontros de 4h)

Público-alvo: Montadores em início de carreira, estudantes de audiovisual e demais interessados em montagem audiovisual.

Requisitos: 1. Dominar um software de edição profissional (Avid Media Composer, Adobe Premiere, Final Cut Pro, DaVinci Resolve); 2. Ter editado ao menos uma obra audiovisual (filmes ou séries, incluindo curtas universitários/escolares; videoclipes; institucionais; vídeos para internet etc.).

Inscrições: Via formulário disponibilizado no Instagram do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte.

Critérios de seleção: Currículo e experiência prévia; capacidade de reflexão sobre o próprio trabalho e interesse em aprofundar aspectos criativos e estéticos da montagem.

MINI BIOGRAFIA: Eduardo Resing montou mais de 30 filmes, entre longas e curtas-metragens, exibidos e premiados em festivais como Cannes, Rotterdam, Toronto, Mostra de São Paulo, Festival de Gramado, Festival do Rio, IDFA e outros. Para a televisão, editou telefilmes e séries para TV Globo, Canal Brasil, Globoplay, entre outros. Alguns de seus principais trabalhos são Transition, O Lugar Mais Seguro do Mundo, Obeso Mórbido e El hombre que cuida. É idealizador do Sequências – Curso livre de montagem audiovisual e professor convidado da EICTV (Cuba), onde se formou em 2015.

OFICINA DE DIREÇÃO CINEMATOGRÁFICA

A oficina de Direção Cinematográfica propõe uma abordagem prática e reflexiva sobre o processo de construção da mise-en-scène e da linguagem de um filme, a partir da experiência do diretor Rafael Ramos na realização de seus dois trabalhos mais recentes: os curtas-metragens Manaus Hot City e Tarde dentro da tarde.

Ao longo da oficina, serão abordadas diferentes etapas e aspectos fundamentais do trabalho de direção, incluindo pesquisa, desenvolvimento do conceito do filme, casting, preparação e direção de atores, decupagem, construção da mise-en-scène e elaboração do conceito visual. A partir de materiais de processo dos próprios filmes — como roteiros, referências, ensaios, testes, fotografias, decupagens e outros registros de produção — o diretor compartilhará com os participantes as escolhas realizadas durante a construção das obras, discutindo seus caminhos, desafios e soluções.

A oficina também propõe uma análise do filme Uma mulher sob influência (A Woman Under the Influence, 1974), de John Cassavetes, cineasta fundamental do cinema independente norte-americano, buscando refletir sobre a relação entre direção, atuação, improvisação, mise-en-scène e construção das personagens.

Como atividade final, os participantes deverão desenvolver e apresentar uma proposta de direção para uma cena cinematográfica, aplicando os conceitos e ferramentas discutidos ao longo da oficina. A atividade será acompanhada de uma apresentação e discussão coletiva das escolhas de cada participante.

MINIBIO DO DIRETOR

Rafael Ramos é cineasta amazonense . Atua como diretor, roteirista e fotógrafo. Já dirigiu curtas-metragens, documentários, videoclipes e série para TV. Dirigiu e escreveu os filmes “Aquela Estrada”, “Formas de voltar para casa”, “Manaus Hot City” e “Revoada”, trabalhos que circularam em festivais importantes como o Mostra Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, Shorts México, San Diego latino Film Festival, dentre outros. Com o Manaus Hot City, recebeu uma menção honrosa no México pela fotografia, conquistou o prêmio Canal Brasil de melhor curta e também recebeu o coelho de ouro no Festival Mix Brasil, além de ter sido indicado na primeira fase para melhor curta-metragem  do ano no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. 

COMO FAZER UMA SELF TAPE

Como gravar uma self tape que valorize sua atuação, mesmo sem equipamentos profissionais? 

Voltada para atores e atrizes interessados em participar de testes para filmes, séries, novelas e outras produções audiovisuais, a oficina aborda todas as etapas da criação de uma self tape: preparação da cena, interpretação para a câmera, enquadramento, iluminação, captação de som e organização do espaço de gravação. 

O objetivo é oferecer ferramentas para que cada participante consiga produzir um vídeo simples, tecnicamente adequado e capaz de apresentar com clareza suas escolhas de atuação. A oficina também discutirá erros frequentes em self tapes e soluções acessíveis para quem precisa gravar em casa ou em condições não ideais. 

Na primeira aula, serão trabalhadas as particularidades da atuação para o audiovisual, as diferenças entre interpretar para o teatro, a televisão e o cinema, a precisão dos gestos e da voz diante da câmera, além de orientações práticas sobre posicionamento do celular, enquadramento, iluminação e som. 

A segunda aula será dedicada à prática. Com acompanhamento do oficineiro, cada participante gravará uma cena em vídeo. Em seguida, os materiais serão exibidos e analisados coletivamente, considerando tanto a interpretação quanto os aspectos técnicos da gravação. 

Ao final da oficina, cada participante terá vivenciado todas as etapas da realização de uma self tape e recebido orientações sobre seu próprio material. 

MINIBIO 

Diego Bauer é diretor, roteirista, ator e curador, natural de Manaus, Amazonas. Seus filmes foram exibidos no Festival Internacional de Curtas de Oberhausen, no Mammoth Lakes Film Festival e em festivais realizados no Reino Unido, Suécia, Turquia, Índia, Austrália e Irã, além de mais de 20 festivais brasileiros. Seu primeiro longa-metragem como diretor, Obeso Mórbido, estreou na Mostra Aurora da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Como ator e produtor de elenco local, integrou a equipe de O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro. É também curador e diretor artístico do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte.

APERFEIÇOAMENTO ARTÍSTICO EM MAQUIAGEM

O curso Maquiagem e Caracterização para o Festival Olhar do Norte nasce da necessidade de fortalecer a identidade visual, simbólica e estética das manifestações culturais e do cinema do Norte do Brasil.

Voltado para artistas, brincantes, maquiadores, figurinistas e integrantes de grupos, o curso propõe a qualificação técnica e artística da maquiagem cênica, respeitando os saberes tradicionais e ampliando o repertório visual das apresentações.

A formação integra cultura popular, visagismo, caracterização e dramaturgia visual, contribuindo para a profissionalização dos espetáculos e valorização da cultura amazônica.

Objetivo Geral

Aprimorar o serviço de maquiagem para artistas do Estado do Amazonas, qualificando coletivos culturais por meio de técnicas profissionais, pesquisa estética e valorização da identidade regional.

Objetivos Específicos

* Capacitar artistas locais em maquiagem artística e cênica

* Desenvolver leitura estética aplicada às manifestações folclóricas

* Valorizar símbolos, cores, grafismos e narrativas amazônicas

* Aprimorar acabamento, durabilidade e impacto visual em cena

* Estimular a autonomia técnica

* Contribuir para a profissionalização da cadeia cultural no Norte do país

Público-Alvo

* Integrantes de grupos culturais

* Brincantes, dançarinos e performers

* Maquiadores iniciantes ou atuantes na cultura popular

* Figurinistas e produtores culturais

* Artistas da cena popular amazônica

MINIBIO

Eugênio Lima é multiartista da cena cultural do Norte do Brasil, com atuação contínua desde 2005. Desenvolve trabalhos nas áreas de visagismo, caracterização, maquiagem, cabelo, coreografia, preparação corporal e produção cultural.

Sua trajetória é marcada pela criação de personagens e visualidades para ópera, teatro, dança, cinema e grandes eventos institucionais, integrando corpo, estética e dramaturgia como linguagem artística.

Com trabalhos reconhecidos em produções nacionais e internacionais, sua pesquisa valoriza a diversidade, a expressividade e a potência simbólica da cena amazônica contemporânea, estabelecendo diálogos entre tradição, contemporaneidade e identidade cultural.